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Pânicos e manadas

Só quem já viu estouro de boiada para sentir aquele frio na barriga, aquela sensação de que a terra está tremendo e pronta para abrir um buraco e engolir a gente, aquela vontade de estar bem longe dali e aquela pergunta que nunca tem uma boa resposta: “como é que eu vim parar aqui?”

Nunca vi uma manada fazer isso na minha frente, a não ser em filmes de faroeste ou de aventuras na África — e em certas datas fatídicas do mercado: outubro de 1987, setembro de 2001, setembro de 2008…Pânico é uma coisa que a gente nem sabe descrever direito, mas quando acontece a gente sabe exatamente o que é.

E dá para tirar algumas lições, depois de tantas experiências, e até algumas recomendações. Não exatamente para evitar ou escapar, já que ninguém consegue prever o evento que vai detonar o estouro, mas para garantir um mínimo de saúde mental durante o que parece um verdadeiro apocalipse. Então aqui vão algumas observações.

Primeira: contrariamente ao que a gente sempre ouve nessas horas, NÃO mantenha a calma. Pense bem: alguém grita “fogo!” no cinema; você é daqueles que vão sair correndo ou vai ficar na frente do pessoal e falar “calma, gente”? Na hora do pânico, é como a piada dos dois sujeitos perseguidos pelo leão: você só precisa correr mais que o seu companheiro. Claro que você vai ouvir um monte de “especialistas” dizendo que não é para fazer nada, tem que ficar frio, manter a calma e pensar no longo prazo. Não ligue. Uma, que esses caras têm todo interesse em segurar você (e todos os outros que estão doidos para vender também). Outra, que só você sabe o tamanho de sua falta de sono nessas horas. Então venda, venda rápido e venda sem dó. Melhor comprar depois, mesmo que mais caro. Pelo menos você vai dormir melhor.

Segunda: caso você seja um desses investidores que realmente pensam no longo prazo, não ligam para variações porque no fundo só querem comprar e acumular e odeiam se desfazer de qualquer papel, saiba que, em épocas de pânico, a primeira queda nunca é a maior. Então, quando você sentir aquela vontade louca de comprar ações depois de uma queda forte porque “estão baratas”, sente e espere passar. Claro que o mercado vai dar umas subidinhas, vai entrar a turma do deixa-disso, você vai ouvir comentários do tipo “não há motivo para cair tanto, o mercado é saudável”, mas contenha-se. Quando acontece uma crise séria, como nas datas que eu mencionei ou nestes tempos bicudos de coronavírus, as coisas não se resolvem em alguns dias. Fique sentado na sua carteira e volte a comprar depois de assentar a poeira.

Terceira: não fuja da realidade. Encare a experiência como uma lição preciosa. Fique ligado em tudo que está acontecendo. Leia tudo, ouça tudo, saiba quem realmente vale a pena acompanhar nessas horas. Descubra quem no fundo só queria ganhar comissões vendendo qualquer coisa e quem tem o verdadeiro objetivo de cuidar do seu cliente. O pânico pode ser uma oportunidade única para conhecer as pessoas nos momentos de crise. Mais ainda, para você mesmo se conhecer.

Quarta: não fique traumatizado. Lamba as feridas e prepare-se para outra. Não deixe que uma má experiência abale sua estrutura moral. Não faça como tantos que abandonam um mercado de risco por causa de um prejuízo momentâneo. Eventos de pânico são a exceção, não a regra. O fato é que, pelo menos num ponto, os especialistas têm razão: a História sempre mostra que o tempo trabalha a favor do investidor. Então não se abata, aguente o tranco e volte sempre.

 

 

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